[estudio-cinco/blog]

July 31, 2009

Projeto Design Simples

Filed under: Uncategorized — admin @ 6:44 pm

Foi lançado hoje o projeto Design Simples, da autoria de Rafael Gatti. Ex-membro do Estudio-Cinco, co-autor da Relousa e demais Objetos Afetivos, partiu para uma carreira solo, com esse projeto que promete mudar algumas coisas na estrutura atual de como se faz design no Brasil.

Inovação em DesignVale mais visitar o site do que ler esse post, mas uma breve explicação nunca é demais.

O Design Simples se propõe a ser um portal de divulgação da cultura da inovação, quesito tão em falta nos projetos de design de hoje, e também nas ambições das empresas, que insistem em repetir fórmulas prontas para alcançar algum resultado para si. Desse modo, o site funciona como uma grande janela para projetos desenvolvidos por mentes jovens de estudantes, que ainda não cristalizaram-se em conceitos duvidosos, e esperam sempre avançar mais no que produzem.

Recebem projetos não comerciais de estudantes no intuito de revelar novos talentos, abrir cabeças para diferentes possibilidades, juntar num lugar diversos campos de trabalho realmente distantes (no primeiro dia do site, já se encontram projetos de pessoas do sul e do sudeste do país, e sempre em expansão).

Enfim, para mais explicações, visitem o site: www.designsimples.com.br . E vale também a divulgação, já que isso tudo interessa não só a nós, designers, mas a todo empresariado nacional, que precisa dessa revolução conceitual para pôr-se a mover de verdade.

July 7, 2009

Design Atitudinal

Filed under: design, design de produto — Tags: , , — admin @ 11:54 am

No livro Design, Ergonomia, Emoção há um artigo bastante interessante da professora Lucy Niemeyer, que nos chama a atenção para o que chama de Design Atitudinal. Nele, a autora apresenta diversos argumentos sobre uma abordagem contemporânea no design que levaria em conta, além de apenas a ergonomia e usabilidade do objeto, também um ponto basilar na vida do homem que é a emoção. Não será descrito literalmente os argumentos da professora sobre o tema, mas usarei a temática introduzida por ela para colocar alguns pontos relevantes sobre.

O uso da emoção num projeto de design é tarefa realmente difícil, pois por se tratar de algo extremamente subjetivo, que pode ser suscitado de maneiras completamente diferente nas mais diversas pessoas, pelos mais diversos sígnos; e colocá-lo como um requisito de projeto certamente alcançavel poderia ser classificado como “impossível”. Mesmo que se realizem testes com usuários, analisar a “emoção” causada por um produto é totalmente diferente de analisar o modo como o usuário reage fisicamente com o objeto, se consegue pegar direito, se não há desconforto, etc.

Mesmo assim, podemos intuir resultados. Projetar lançando mão de um universo sígnico que corresponde ao do público do produto se mostra mais do que fundamental para alcançar qualquer resultado nesse campo. E não só isso, mas ir mais fundo na essência do que esses signos poderiam remeter dentro do universo dessas pessoas, a tal ponto de a sensação emocional ser algo constante, não pontual, e é aqui que penso estar a sutileza que o designer deve prestar atenção.

Uma coisa é o produto atrair a atenção do usuário por um motivo emocional, e essa explosão momentânea converte-se em desejo de posse, e a seguir em compra, mas que esse detalhe ao longo do tempo mostre-se como meramente decorativo, ou até mesmo um estorvo. Diferente disso é que a referência encontrada no objeto remeta constantemente o usuário a esse momento emocional inicial, e quem sabe até pré-conhecedor do produto. Que o movimento emocional seja uma constante no uso do produto, e não uma das ferramentas de venda deste.

Exemplos nesse tipo de projeto são difíceis de serem encontrados, por isso remeterei diretamente à série de produtos projetados pelo próprio Estudio-Cinco, que é a série Objetos Afetivos. No projeto, partiu-se do desejo de gerar objetos focados no campo da comunicação, mais especificamente entre pessoas que possuem algum tipo de laço afetivo entre si. Os objetos pensados deveriam então necessariamente primar por esse uso contante da emoção, que não poderia ser apenas um momento impulsivo na compra, mas algo que ataria melhor os laços já existente entre os usuários.

A Relousa, por exemplo, torna-se um constante momento de criatividade, e caso não seja necessário, pode ser simplesmente usada para deixar um rápido lembrete. O trunfo do produto é que abre para o usuário agir da maneira que achar mais conveniente para seu momento.

Não há forte intervenção por parte do produto, mas, mesmo assim, esse traz fortes pontos referenciais que acabam remetendo o usuário a universos anteriores. Lança mão de um ícone que seria a lousa de escola, o que por sí já traz uma carga emocional que varia conforme a pessoa teve sua infância. Por ser um ícone, o modo de interagir com ele acaba igualando-se ao referente do signo, que seria a já comentada lousa escolar. Desenhos com o giz, recados, corações, etc. tornam-se naturais, pois era o que se faziam nas losas por parte dos alunos. E são modos de deixar o recado que não se fariam da mesma maneira caso pensemos num bloco de recados, ou numa agenda comum.

Esse é um dos motivos pelo qual Lucy aponta a semiótica como uma das chaves para alcançar o Design Atitudinal, e realmente se mostra fundamental um médio conhecimento do campo, mesmo que intuituvamente, para se tentar chegar a uma visão da necessidade desse tipo de carga emocional nos produtos individuais. Um assunto para outra reflexão seria, no entanto, se essa carga emocional mereceria ser vista e tratada no campo do design para ambientes e objetos de uso público, como um vagão de trêm, ou um lixo público no meio de uma praça. Deixaremos esse ponto para um post posterior.

[eduardo camillo]

March 16, 2009

Design Autoral

O ser humano é expressivo por natureza. faz parte dele exprimir-se de alguma maneira, e isso é a base de qualquer teoria da comunicação, sociologia, arquitetônica, artística, etc. Em especial, na arquitetura e no design isso se mostra de maneiras bastante interessantes quando falamos do “projeto autoral”.

A arquitetura ou design “autorais” ´se caracterizam por objetos/edificações carregadas de conteúdo semântico diretamente relacionado ao designer/arquiteto/artista que eregiu tal projeto. Normalmente a pedido de alguma grande corporação ou indústria. Junto desse pedido, certo grau de liberdade projetual, e também uma implícita quantidade de importância pelo conjunto da obra do designer/arquiteto/artista, que valha a pena ser mostrado e fabricado pelo seu conteúdo intelectual e/ou capacidade comunicativa além do normal.

No entanto, há dois ponstos que merecem cuidado nesse assunto, para uma melhor avaliação da qualidade desses objetos/edifícios autorais: um é a exacerbação da personalidade dessa celebridade por sobre os demais, bem como o real conteúdo intelectual/emotivo presentes dignos de ênfase.

O primeiro caracteriza-se pelo desrespeito para com o conforto, usabilidade e individualidade do usuário (porque um projeto autoral necessariamente demanda usuários, do contrario, se apenas de observadores, é um objeto de arte). Nesse caso um desejo individual sobrepõe-se ao direito alheio de forma ditatorial.

O segundo caracteriza-se pela ausência de conteúdo significativo ou verdadeiro no discurso do designer/arquiteto/artista, que acaba muitas vezes causando mais mal que bem ao subjetivo do usuário, já que lhe é colocado como referência a ser seguida. Nesse estão talvez os mais problemáticos projetos, já que a perpetuação de seu projeto é infinita, e alcança um número extremamente grande de pessoas.

[eduardo camillo]

February 18, 2009

Design Minimalista

Esse post se baseia no trabalho Minimalismo e Design Minimalista. Aqui link para PDF do trabalho.

O termo minimalismo no design é algo que merece uma atenção especial. Utilizado normalmente para referir-se a objetos ou projetos gráficos com aparência limpa, número reduzido de elementos formais, o que acaba por gerar certa confusão com o funcionalismo, chegando ao ponto de classificar os projetos de Ulm, por exemplo, como minimalistas. No entanto, há uma série de equívocos nesses pontos de vista, e que o presente post se propõe a esclarecer.

O nome minimalismo aparece primeiramente para designar um estilo artístico nascido em meados da década de 50, tendo como representantes Donald Judd, Sol LeWitt (ao lado), Dan Flavin e Carl Andre. Se propunham a apresentar ao observador, através de uma modulação espacial, interferências lumonisas ou cromáticas, volumes geométricos de diversas escalas, etc.; uma nova maneira de perceber o espaço que o circunda, quer seja o espaço da galeria, quer seja o espaço urbano. No Brasil, o movimento Neo-Concreto aproxima-se bastante do intuito artístico Minimalista, embora ambos apresentem resultados bastante diversos. No entanto, ambos batem na mesma tecla de revolução artística, produzindo contra uma herança concretista cartesiana européia em prol da fenomenologia perceptiva individual e sígnica.

A importância desse movimento pode ser observada nos diversos desdobramentos que o serguiram: desde a música até a arquitetura, passando pelo teatro e literatura, todos tiveram alguma vertente minimalista relacionada a esse encabeçado por Judd nos Estados Unidos.

No design também: o mobiliário assinado por Judd viria a influenciar de forma decisiva a um grande número de designers que nos anos 80 se contrapunham à tagarelice formal dos grupos memphis e alchemia. Como uma reação contra os movimentos pós-modernos subjetivistas, diversos designers adotaram a linguagem formal da minimal art para seus projetos. O resultado no entanto é interessante, e merece ser contra-posto ao seu pseudo-irmão gêmio, o funcionalismo.

Enquanto a máxima funcionalista é “forma segue a função”, ao minimalismo poderia ser atribuida a frase “a função segue a forma”. Isso pois a constituição formal dos projetos minimalistas são todos imbuidos de uma acentuação geométrica ou das qualidades aparentes do material para a forte caracterização do objeto, chegando a depreciar o aspecto ergonômico ou cognitivo do produto, apenas em prol de sua forma. Esse é o principal ponto que acaba por colocar o minimalismo diametralmente oposto ao funcionalismo.

Outro é quanto ao público. Enquanto o funcionalismo primava pelo desenho para todos os homens (vide produtos da Braun), o minimalismo opta por produzir para um determinado segmento social: o yuppies. Yuppies são os novos ricos americanos, ascendentes de uma camada social inferior. O objeto minimalista é consumido em especial por esse público, pois trata-se de um tipo formalista, que através de seus gostos e posses intenta demonstrar seu poderio econômico, e opta pelo despojamento minimalista para exprimir suas posses financeiras.

Alguns nomes do minimalismo são Shiro Kuramata (poltrona acima), John Pawson (vasilha ao lado), o próprio Donald Judd, o grupo Zeus, Phillippe Starck, entre outros.

Para mais, segue link para PDF sobre o movimento artístico e sua influencia no design.

[eduardo camillo]

October 3, 2008

Identidade Visual - A banda e a corporação

Filed under: design gráfico, identidade corporativa, música — Tags: , , — admin @ 4:50 pm

Em uma sociedade pós-industrial pode-se entender uma banda musical como um micro-universo. Assim como uma corporação um grupo musical pode possuir uma identidade visual. Certamente o primeiro cartaz que anunciou um concerto possuía um vínculo com o conteúdo musical que seria executado, essas características podem ser observadas nas aberturas das peças orquestradas que, através ou de uma determinada tipografia ou de uma ilustração apresentavam o primeiro contato subjetivo com as músicas.

 A partir do momento em que começou-se a produção de discos as embalagens que os suportavam passaram cada vez mais atribuir vínculos com a música: imagens, tipografia, ilustração; tudo em função das idéias contidas nas melodias. Essas idéias não se restringem às letras, elas englobam também características subjetivas, específicas do sentido auditivo. Citando Mcluhan “não possuímos pálpebras auditivas”, em outras palavras a audição não pressupõe ordenação para a apreensão, trata-se portanto de um sentido menos dependente interpretação racional.  Na década de 1960 a indústria fonográfica expandiu e os encartes de LP`s ficaram a cargo grandes estúdios de design como o Push Pin Studio. As características específicas da música contribuíram para que esses estúdios expressassem mensagens desligadas da tradição funcionalista, um exemplo marcante é  a capa de Milton Glaser para o álbum de Bob Dylan, feita a partir de uma releitura de um auto-retrato de Duchamp. A imagem deste álbum é um ícone da contracultura em ascensão, e de certa forma sintetiza as transformações sociais de uma geração.  

Seguindo essa lógica a concepção gráfica de um álbum se aproxima cada vez mais com as propostas das identidades corporativas. Não no sentido de traduzir um conceito objetivo, como uma missão; mas entendendo que o conjunto de encarte+CD cada vez mais têm moldadado e tornado vivo o senso de afinidade entre o autor e o consumidor que, em conjunto com a música, traduz um conceito que envolve o álbum. O encarte do disco “The Fragile” da banda Nine Inch Nails é um exemplo desta tendência. O logo da banda foi desenhado por um dos membros do NIN, Trent Reznor, em conjunto com o diretor de arte Gary Talpes. Trata-se de uma releitura da tipologia do disco dos Talking Heads “Remain the Ligths” esta desenhada pelo ex-editor da Colors, Tibor Kalman. Nela o N, de Nine, se reflete com N, de Nails; formando uma marca tipográfica pregnante e sintética. Nesta concepção para o disco fragile, elaborada por David Carson, unclui na montagem um logo transgredido sob um preceito tipográfico funcionalista: A leitura de um texto ocorre se a parte superior desta estiver visível. Ao contrário da maioria dos projetos de Carson esta peça contém apenas duas imagens.  O que faz destacar esta composição é a sobreposição em si, e não o conjunto de um aglomerado de imagens. Ainda assim o mérito de Carson está na transgressão (sobreposição sob o logo) e não na criação (desenho do logo). O trabalho de Carson, como em todos os seus outros, é de ilustração, não de design. Assim, Trent Reznor, vocalista do NIN, é muito mais designer do que David Carson.   

[thomas]

September 18, 2008

David Carson e o Dada

Filed under: design, design gráfico, tipografia — Tags: , , , , — admin @ 10:12 am

David Carson tornou-se um ícone do design. Conseguiu através da revista Raygun chamar a atenção para si, de forma a ser considerado hoje o pai da linguagem visual dita pós-moderna. Controversas à parte sobre o tema da pós-modernidade, Carson por via de seu trabalho conseguiu influenciar fortemente a geração presente, pós-anos 90.

Não formado em design, Carson era sociólogo e surfista quando num contato de duas semanas com o design gráfico resolveu aderir a ele. No seu repertório está um uso variado e criativo da tipografia, muitas vezes com tipos fantasia, além de recursos gráficos classificados como “sujos”, “rebeldes”, “transgressores”, etc. Talvez um dia o fossem, hoje não mais. Um fato é a ausência de preocupações além das formais. A comunicação se faz, como sempre acontece, já que sempre algo é comunicado (embora não necessariamente o que se deseja).

Essa linguagem de Carson, no entanto, remete a um universo do design moderno pós-I Guerra, que é o design gráfico ligado ao Dadaismo, mais especificamente com Merz. Artista plástico, é considerado um dos pais da Instalação com sua Merzbaus, fez parte do grupo Dadaísta e se destacou dentre seus membros. Foi responsável por diversos impressos do grupo, todos com uma linguagem sempre próxima à proposta de questionamento do grupo. Influenciados pelo uso tipográfico livre de alguns artistas gráficos construtivistas Russos, inovaram ao utiliar mais de uma face tipográfica para as obras, de forma a criar uma textura visual interessante e coesa com a proposta intelectual do grupo, que era a desesperança na promessa salvadora da tecnologia, racionalismo e idealismos que se propunham nos tempos precedentes, e que cairam por terra com a primeira grande guerra. São dessa forma considerados uma vanguarda Negativas, opondo-se às chamadas Positivas, que englobavam as linhas racionais que a arte, design e arquitetura estavam tomando com a revolução russa, o cubismo (que trouxe como contribuição a eles a técnica de colagem) e o concretismo em geral. O cartaz ao lado foi para uma reunião Dada que aconteceria, e foi feito em litografia por Merz e, interessante, por Doesburg, um dos pais do Neoplasticismo bem como da arte e design concretos.

Nas decadas de 50 e 60 foi um estilo que permaneceu estagnado, pois quem dominava era o funcionalismo, quer americano que alemão, mas acabou retomado na década de 70, quando a arte conceitual começava a tomar parte no cenário artístico, assim como um boom de grupos ideológicos que no design estavam reagindo ao funcionalismo como unica saída de projeto.

Carson, na década de 90, quando estoura, acaba possuindo um trabalho que remete diretamete a essa pleide de projetos gráficos, e não se pode afirmar que seja por acaso. Ele enquanto Sociólogo certamente teve contato com essa filosofia niilista Dada e todo momento relativista que estava começando a nascer nas décadas de 70/80, o que acabou influenciando-o na sua abordagem gráfica. Em entrevista afirmou certa vez sobre seu trabalho: “I never learned all the rules, all the things you’re not supposed to do (…). So I don’t believe the attitude, ‘learn the rules to know how to break them.’ “. Claramente, há uma atitude de desdém para com o que se vinha fazendo anteriormente, e soa certo oportunismo sua participação e sucesso no design gráfico. Suas soluções gráficas são via tentativa-erro, e, numa concepção de design enquanto projeto, acabam deixando a desejar, assemelhando-se mais a um trabalho ilustrativo autoral que a um projeto efetivamente de design.  Além disso, essa linha de trabalho que desenvolve, além de soar repetitiva dentro de si mesma, é gratuita. Enquanto no design Dadaísta havia o porquê de sua solução gráfica, Carson desconhecia qualquer motivo gráfico efetivo para poder questioná-lo. Essa sua frase de que “I don’t believe the attitude, ‘learn the rules to know how to break them.’ ” mostra-se simplesmente simplória e desconcertantemente vaidosa para alguém que visaria comunicar informação pela via gráfica. Há designers que por conhecerem essas ditas regras, e conhecê-las de maneira aprofundada, conseguiram desenvolver um trabalho muito mais coeso e conceituado que o simples grafismo formalista que Carson faz. Um deles pode ser o designer brasileiro Vicente Gil, que também com uma abordagem voltada à tipografia, conseguiu de modo muito eficiente utilizar princípios ditos modernistas em uma linguagem clara e pós-moderna. Mesmo Saul Bass inovou nessa maneira de projeto. Enfim, o trabalho de Carson, embora visualmente interessante enquanto experimentação gráfica, deixa a desejar no seu conteúdo e motivo formal, característicos da pseudo-pós-modernidade.

[eduardo camillo]

September 16, 2008

6 posts sobre logos

Mais uma pequena lista, dessa vez com 6 posts muito interessantes sobre logotipos e identidades corporativas…

Logo Design Love: When logos look alike
Quando a originalidade e a criatividade não são o forte do designer. Claro que pode acontecer com qualquer um, mas as coincidências são muito grandes.

 

Logo design Love: 10 Successful logo redesign
Também do blog anterior, casos de sucesso de redesenhos de logotipos. Alguns nem tão bons assim, convenhamos…

 

Logo Louge: 2008 Trends
Tendências na identidade visual. Uma boa coletânea de estilos que estão correndo por aí. Serve para uma referência do que está sendo feito, assim como o próprio site. Ótimo conteúdo.

 

Button CRS: bank logos
Apenas logotipos de bancos. Ainda sim, a variedade é interessante.

 

 

You the Design: Seven Splendid Logo Designs
Sete logos de sucesso. Também um tanto quanto duvidosos alguns. Mas serve para conhecer mais uma tendência de logos, que são os chamados “web 2.0″, que são aqueles cheios de gloss… Que por acaso nada tem a ver com a web 2.0

 

Logos na web 2.0
Falando em web 2.0, uma boa tirada com o que seriam esses “glosses” de que falei anteriormente… Deplorável!

 

[eduardo camillo]

September 13, 2008

Design NeoConcreto

Filed under: design, design gráfico — Tags: — admin @ 12:08 am

Um dos mais conhecidos e característicos estilos no design gráfico é a estética Concreta. Também conhecido como Design Suiço, foi muito presente durante as décadas de 50 e 70, profundamente ligados com o Funcionalismo Alemão de Ulm, de Max Bill. O estilo propunha uma completa separação entre design e arte, como se começou a pensar na Bauhaus. 

Com um grid extremamente rígido e fontes sem serifa, cores contrastantes, clareza comunicacional, uma leitura tanto à distância quanto próxima, se distingue facilmente de estilos mais ecléticos do mundo dos impressos. E é justamente isso que impressiona de certo modo, haja visto que tão poucos elementos compositivos, quase ausência completa de ornamentos, apenas conteúdo e formas geométricas conseguem mostrar-se tanto sobre outros trabalhos.

São muitos os designers conhecidos desse estilo, como: Otl Aicher, Max Bill and Josef Muller-Brochmann, entre outros.

Mesmo que muito característico de seu período, o estilo permanece ainda muito presente. Hoje ainda se encontra uma vasta produção no design concreto, mas com certa mudança. E é sobre isso o título do post, uma nova tendência concreta.

O Neoconcretismo se inspira fortemente no movimento original, na dureza formal, forte tipografia e cores, que são normalmente puras e sem degradês, mas há algumas características que a diferem do original. Uma se refere ao uso da tipografia: embora bastante contrastantes e fixas no grid, há grande liberdade compositiva quanto ao tipo e suas coress. No exemplo ao abaixo, além da informação sobreposta a outra (o que seria impensável no universo concretotradicional), as barras no texto possuem outra função que não apenas textual, o que auxilia na legibilidade primeira e à distância, para depois uma segunda olhada: primeiro o texto em preto, depois em bege.

Em outros trabalhos encontramos diferentes tipos que não são usuais no concretismo (como a Helvética), e muitas vezes os recursos gráficos são menos lineares, mas também não batem com o concretismo em si. 

Em outro exemplo, encontramos o clássico contraste branco/cinza, mas a tipografia é serifada. A composiçao é bem desenhada, jogando com regulares e itálicos, assim como uma leve alteração de tonalidades entre palavras e números.

Talvez o nome não pegue, mas o NeoConcreto é uma nova tendência, inegavelmente, e o mais interessante é que trata-se de uma nova leitura do funcionalismo tradicional, mas sem cair num styling vazio. 

[eduardo camillo]

September 9, 2008

5 Blogs sobre Tipografia

Filed under: design, design gráfico, tipografia — Tags: , , — admin @ 4:18 pm

Uma pequena lista com 5 bons blogs de tipografia:

I Love Typography: blog em inglês, atualizado semanalmente, com imagens de tipos, aplicações, inspirações, novidades, downloads, etc.

The Font Feed: também em inglês, é o blog sobre tipografia do site fontshop. Apresenta as novidades do site, últimas fontes disponíveis, eventos, etc.

OpenType: contém diversos assuntos relacionados a tipografia. Num dos últimos posts, piadas tipograficas.

Exljbris: blog sobre desenvolvimento tipográfico, free fonts…

Swiss Legacy: blog sobre design gráfico e tipografia, no melhor do estilo suiço, com novidades e constantemente atualizado.

[eduardo camillo]

September 2, 2008

John Cage e Duct Tape Ducks

Filed under: arte contemporânea, design — admin @ 6:28 pm

“Deve-se ser desinteressado, aceitar que um som é um som e um homem é um homem, abandonar ilusões sobre idéias de ordem, expressões de sentimentos, e todo o resto de conversa fiada de nossa herança estética”

“O mais alto dos ideais é não ter ideal algum. Isso nos põem em consonância com a natureza quanto à sua maneira de funcionar”.

“Todo mundo está no melhor lugar”

“Tudo o que fazemos é música”

“Tudo é teatro todo o tempo, onde quer que esteja. E a arte apenas facilita a compreensão de que é isso que acontece”.

citação extraída do texto “o meio são as massagens” de Marshall Mcluhan.

sobre a imagem: duct tape ducks por Holly Wales

[thomas yuba]

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